quinta-feira, 22 de agosto de 2019

A CAMINHO DA AUSTRÁLIA EM BUSCA DO SONHO OLÍMPICO - RETROCEDER NUNCA, RENDER-SE JAMAIS


Fala galera.. esse post fala sobre VONTADE!!! Trata-se da oportunidade de lutar o Continental Open - AUS (que valerá pontos de Grand Prix), acontecerá nos dias 02 e 03 de novembro. A parte terrestre ficará R$5348,00 + passagens (em torno de 5.000). Acredito que essa competição poderá ajudar a reverter a situação e estar mais próximo do sonho olímpico de tokyo2020. Enquanto houver chances e possibilidades vamos lutar pela vaga! Borá? Quem quiser embarcar nesse sonho e ajudar. A vakinha online o link está na minha bio e se preferirem depósito direto na minha conta só mandar um direct aí que passo toda a informação!! Um abraço a todos !! Obrigado desde já !!
Obs.: ainda preciso da aprovação da confederação para participação, mas como o prazo é curto já estou buscando recursos! Caso não seja aprovado vou devolver a todos ou esperar a próxima oportunidade de adesão!!

AJUSTE O BANCO DA BICICLETA CORRETAMENTE PARA PEDALAR MELHOR E EVITAR DORES

Um banco muito baixo ou muito alto aumenta o risco de dores e prejudica a eficiência da pedalada

Seja para fugir do trânsito ou do transporte público lotado, seja para praticar uma atividade física e ganhar saúde, as bicicletas ocupam cada vez mais espaço nas ruas das grandes cidades.

 Para que o exercício físico (ou a viagem) seja prazeroso e você tenha conforto e bom desempenho ao pedalar, inúmeros aspectos devem ser levados em conta em uma bike, como o tamanho do quadro, o aro da roda, a altura do guidão, a quantidade de marchas etc. Mas um ajuste essencial para isso, muito simples e que todo mundo deve sempre fazer ao subir em uma magrela é a regulagem da altura do banco (selim).

Ao pedalar em uma bicicleta com o banco baixo, você precisa flexionar os joelhos em um ângulo maior do que 90 graus, o que aumenta a pressão interna na articulação e pode levar a um processo inflamatório. Além disso, não consegue usar toda a força das pernas (pois não as estende) e ainda tende a curvar a coluna lombar para ajudar no movimento, sobrecarregando a região e gerando dores.

"Os ombros também sofrem, pois a posição faz com que você os projete à frente para compensar a altura errada do selim", alerta o ortopedista Leandro Gregorut, médico do Hospital Sírio-Libanês.

Como ajustar o banco da bicicleta corretamente?.

Uma maneira fácil e rápida de regular a altura do selim é ficar em pé ao lado da bicicleta e ajustar o banco de modo que ele fique alinhado com o trocânter maior do fêmur, ou seja, a proeminência óssea que temos na lateral da coxa, na altura do quadril.

O modo mais preciso para saber se o banco está posicionado corretamente é subir na bike, posicionar um dos calcanhares no pedal e girá-lo até sua posição mais baixa (onde ficaria o número 6 de um relógio de ponteiro). A altura do banco estará certa se ao fazer isso a perna que está no pedal ficar quase estendida (joelho em um ângulo de no máximo 15 graus).

"Essa posição, além de ajudar a minimizar o risco de lesões, reduz o esforço ao pedalar e evita um maior consumo de energia durante o exercício", explica o ortopedista Flávio Cruz, especialista em traumatologia e lesões esportivas e mestre em cirurgia do joelho pela UFRJ (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro). É importante saber que usar um banco muito alto também não é indicado, pois diminui a eficiência da pedalada e pode gerar lesões em longo prazo.

Evite lesões comuns ao pedalar.

Para quem usa uma bicicleta desregulada para a sua altura, estas são as principais partes do corpo afetadas: 

*Joelhos Podem sofrer com desgaste da cartilagem, condropatia patelar e tendinites;

* Pés e tornozelos Estão expostos à inflamação nos tendões e sobrecarga biomecânica ao forçar a pedalada;

* Quadril Pode apresentar bursites na região isquiática, tendinites e, em alguns casos, até mesmo impacto entre o fêmur e o osso do quadril;

* Coluna Dor lombar (lombalgia) é um problema comum em ciclistas que curvam a coluna, posicionamento que sobrecarrega a região das costas.

"Se você faz curtos trajetos de bike, além do ajuste correto do banco da bicicleta e de variar a posição ao pedalar, alongamentos diários podem ajudar a minimizar dores posturais e por sobrecarga mecânica", indica Marcelo Risso, doutor em ciências da cirurgia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e ortopedista do Hospital Oswaldo Cruz.

Já para quem percorre trechos mais longos o indicado é investir em exercícios de fortalecimento para deixar o corpo mais bem preparado para suportar as exigências da atividade física. Faça um treino trabalhe principalmente os músculos das coxas, panturrilhas, costas e a região do core (formada pela lombar, pelo quadril e pelo abdome). 

terça-feira, 20 de agosto de 2019

JUDÔ LUCAS SANTOS NO BRASILEIRO FINAL EM CURITIBA COM O ATLETA VINICIUS MACIEL


Mais um final de semana de competição, dessa vez foi em Curitiba/PR Campeonato Brasileiro Sub-13, a medalha não veio mais o conhecimentos sim, quero aqui agradecer a todos que compraram a rifa beneficente a nossa viagem, somos gratos a todos. 
#Projetojudolucassantos
 #JamboSupermercados#Inbahiadistribuidora #Basemedical #Fazatleta#Governodabahia #TemDeus
 — em Ginásio do Tarumã.

ALTERAÇÕES NO METABOLISMO DE GORDURA ESTÃO LIGADAS À PROGRESSÃO DA "ELA"

                                                    Fabiana Mariz
                                                 Do Jornal da USP

Um estudo observacional, realizado por pesquisadores do IQ (Instituto de Química) da USP e do Cepid Redoxoma, trouxe achados importantes relacionados à ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), doença neurodegenerativa que afeta os movimentos e a respiração. O grupo investigou todos os lipídios presentes em tecidos do sistema nervoso central de ratos portadores de ELA e mostrou que há um acúmulo de ésteres de colesterol e uma diminuição dos níveis de cardiolipina na medula espinhal desses animais. Os resultados estão um estudo publicado no periódico Scientific Reports.

Os lipídios --ou moléculas de gordura --são encontrados em grande quantidade e variedade no sistema nervoso central e desempenham funções importantes: controlam a fluidez das membranas celulares e formam uma espécie de capa chamada bainha de mielina, que facilita a transmissão de impulsos elétricos. Alterações no metabolismo lipídico em neurônios estão associadas ao envelhecimento e ao aparecimento de doenças neurodegenerativas. "Essas alterações poderiam ser consequência do estresse oxidativo e do aumento de radicais livres", explica Adriano Britto, primeiro autor do estudo. "O nosso objetivo foi entender a relevância dessas moléculas na progressão da ELA." O estresse oxidativo é o desequilíbrio entre a produção de radicais livres, prejudiciais às células, e de antioxidantes, que as protegem destes danos.

Estudos anteriores já haviam descrito a presença e o aumento desses compostos no sistema nervoso. O que o grupo fez de novo foi, por meio de uma técnica chamada espectrometria de massa, caracterizar e quantificar todas as moléculas de gordura no cérebro, dando um passo adiante na busca por novos tratamentos.

Experimentos e resultados 


Os cientistas usaram um modelo animal que apresenta os sintomas da doença somente na fase adulta. Os ratos SOD1-G93A expressam uma quantidade elevada da proteína superóxido dismutase, que tem um papel antioxidante e combate a formação de radicais livres. "Expressão" é o termo usado para dizer que um gene está ativo, codificando proteína. "A SOD-1, quando mutada, deixa de combater o estresse oxidativo, se agrega e produz um aglomerado que causa danos às células", enfatiza Adriano Britto. Para efeitos de comparação, animais selvagens (wild type), isto é, sem a mutação, foram utilizados como controle.

Tecidos do córtex motor e da medula espinhal --regiões mais afetadas nesse modelo --dos ratos foram retirados para análise em duas fases: aos 70 dias de vida, quando ainda não demonstram sintomas, e aos 120 dias de vida, quando a doença já está instalada. "Nesse estágio, os animais apresentam todos os sintomas da doença e várias paralisias", relata Sayuri Miyamoto, professora associada do IQ e coordenadora do estudo.

Os resultados mais interessantes foram observados na medula espinhal. "Entre as 406 espécies de lipídios quantificados, encontramos um aumento significativo dos ésteres de colesterol, também conhecidos como lipídios de armazenamento, e uma redução dos níveis de cardiolipina", diz Marcos Yukio Yoshinaga, biólogo responsável pela análise lipidômica no estudo. "Encontramos ésteres de colesterol na circulação sanguínea, em outros órgãos, mas no cérebro não é comum a presença desses compostos."

Ésteres de colesterol estão presentes no plasma humano (líquido amarelado que compõe o sangue) e no fígado, por exemplo, e uma de suas funções é o transporte de colesterol para o corpo. Uma parte do colesterol humano existe esterificado, ou seja, ligado a um ácido graxo. No entanto, o estresse oxidativo e a disfunção mitocondrial são fatores que acabam induzindo os neurônios a produzir mais colesterol. Mecanismos similares já foram descritos na doença de Alzheimer, porém os que estão envolvidos nesse processo ainda não estão claros. "Nossos dados mostram não só o aumento desses ésteres de colesterol, como também a diminuição de um lipídio da mitocôndria, chamado cardiolipina", complementa Sayuri.

A cardiolipina é encontrada na membrana interna da mitocôndria e desempenha um papel importante na estrutura e na função dessas organelas. Em condições normais, o astrócito, uma das células mais abundantes no cérebro, capta glucose da circulação sanguínea, converte em lactato e o transfere para o neurônio. O lactato é oxidado, vai para a mitocôndria e gera o ATP, que é a energia necessária para o neurônio funcionar adequadamente. "Essa diminuição dos níveis de cardiolipina nos diz que há alguma disfunção na mitocôndria", diz Sayuri. "Quando há um problema na organela, o mesmo oxigênio --que seria utilizado para produzir o ATP --recebe um elétron, vira um radical livre e ataca outras biomoléculas." Níveis aumentados desses radicais livres, também chamados de espécies reativas de oxigênio (ROS, em inglês), promovem a síntese aumentada de lipídios nos neurônios, os quais posteriormente se acumulam na forma de gotículas lipídicas em células da glia.

No córtex motor, foram identificadas e quantificadas 285 espécies de lipídios, classificadas em 26 subclasses. Nos ratos mais velhos, os cientistas observaram um aumento de esfingolipídios (componentes da bainha de mielina), provavelmente associado à idade dos animais.

Causas desconhecidas


 A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma das principais doenças neurodegenerativas ao lado das doenças de Parkinson e Alzheimer. Suas causas ainda são desconhecidas, mas estudos apontam que 10% delas estão associadas a fatores genéticos. Segundo dados do Ministério da Saúde, a patologia acomete 2.500 brasileiros por ano.

A doença afeta os neurônios motores do cérebro e da medula espinhal. A curto e médio prazo, o paciente sente um enfraquecimento dos músculos, contrações involuntárias e torna-se incapaz de mover os braços, as pernas e o corpo. Geralmente, as pessoas com ELA vivem de três a cinco anos anos após o início dos sintomas.

"A força desse trabalho está em fornecer informações novas sobre análise lipidômica", explica Marimélia Porcionatto, professora associada do Departamento de Bioquímica da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. "Entender os mecanismos envolvidos na formação desses lipídios abre perspectivas para desenvolvimento de fármacos que poderiam salvar e impedir a morte dos neurônios", completa Adriano Britto.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

QUANDO UMA ATIVIDADE FÍSICA PASSA A SER CONSIDERADA EXERCÍCIO FÍSICO?

Quando uma atividade passa a ser considerada exercício físico? Aline Kyramuz – Rio de Janeiro, RJ
Qualquer tipo de movimento que fazemos, já nos gera gasto calórico, esforço físico – obviamente que salvando as proporções do que se faça – e pode ser considerado um exercício. São as chamadas atividades físicas não programadas, ou seja, são aquelas que não estão descritas em um programa de exercícios, ou que não são feitas em ambientes específicos e nem com as roupas apropriadas.
São atividades que acontecem durante nosso dia, de forma rotineira, mas que fazem uma grande diferença na qualidade de vida das pessoas. Peguemos o exemplo de um motorista de ônibus e um carteiro. Analisando suas atividades profissionais, qual dos dois você acha que terá melhor saúde? O que fica sentado o dia todo, respirando o pior tipo de ar, com uma postura incorreta, ou aquele que caminha, que se movimenta, que passa por ruas residenciais, mais arborizadas e agradáveis?
Uma pesquisa feita há muitos anos em Londres já mostrou a incidência de problemas cardíacos, comparativamente, entre esses dois profissionais, e os resultados são assustadores. Por isso, a Organização Mundial da Saúde já atestou que uma pessoa, mesmo não freqüentando academias, aulas de ginástica e nem qualquer outro tipo de exercício programado, pode ser uma pessoal saudável e ativa se tiver movimento em seu dia, e caminhar diariamente cerca de 12 mil passos ou cerca de XX quilômetros.
Vale lembrar que trocar escadas rolantes e elevadores por escadas convencionais também contribui bastante. Subir escadas é um excelente exercício: exige bastante dos músculos inferiores e melhora nossa condição cardíaca. Subir 3 andares de escada corresponde a uma caminhada de 10 minutos, segundo a OMS. Vale tentar! Vale manter-se ativo!

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

CORRER CAUSA FLACIDEZ NA PELE E ACELERA O ENVELHECIMENTO?


Essa é uma pergunta recorrente, principalmente, vinda de mulheres. As que querem começar e as que já são corredoras fanáticas, todas se preocupam nos efeitos que essa atividade pode provocar na pele.

Na verdade, a flacidez (e o envelhecimento) da pele ocorrem principalmente pela perda na produção de colágeno e elastina, que acontece de forma lenta, mas a partir dos 30 anos de idade. O colágeno é a proteína mais abundante em nosso corpo, e o ideal é já pensarmos em repor e evitar sua perda acelerada, já que a perda natural vai ocorrer de qualquer forma. Logo, já podemos concluir que a corrida não é a causa da flacidez da pele.

Imagine uma criança que corre todos os dias, brincando, jogando, etc. Ela não vai ficar com flacidez na pele após 5 anos fazendo essas atividades, certo? Aí, alguém vai dizer: fulano correu a vida toda, correu durante 50 anos, veja como sua pele ficou flácida… Bem, se ele tivesse ficado sentado provável que a pele tivesse ficado ainda mais flácida e sem nenhum estímulo muscular.

A flacidez também está ligada ao fator genético de cada um, de cada tipo de pele. Certamente que exercícios de musculação e de força resistida melhoram o tônus muscular, e a flacidez fica menos aparente.Ainda assim é um processo natural, mas que pode ser ralentado com alguns cuidados importantes. O consumo de proteína na alimentação é imprescindível para que a síntese de proteína aconteça. Ter uma alimentação com alimentos que promovem a produção de colágeno e repor o colágeno, são atitudes que ajudam a evitar a flacidez precoce. Com relação à pele facial, a falta de proteção solar é devastadora, e para os corredores é importante ter essa atenção…A exposição solar pode provocar a flacidez durante a corrida, e o corredor que não tiver o cuidado em se proteger, pode ficar com a pele envelhecida e flácida, dando a impressão que foi provocado pela atividade.  Não esquecer de colocar na lista que é importante evitar excesso de bebidas alcoólicas e o tabagismo, e fazer atividade física regularmente. Até mesmo a corrida.

Mas, ainda há quem diga que a pele, sobretudo a do rosto, fica mais flácida por conta do impacto que a corrida promove. O que sabemos é que atividades físicas muito intensas aumentam a produção de radicais livres, e isso pode contribuir para o envelhecimento e intoxicação da pele. Mas, veja bem: a intensidade do exercício é que promove esse aumento indesejado, não o tipo de atividade. Na verdade, nós produzimos radicais livres em diversas reações metabólicas e precisamos deles em certa quantidade em nosso corpo. Eles são necessários, por exemplo, no bom funcionamento do sistema imunológico. Logo, a atividade física moderada e regular é excelente para produção de radicais livres em pequenas quantidade e também na produção de antioxidantes, o que provoca a desintoxicação da pele.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

A PRÁTICA DA NATAÇÃO PODE ME DAR MAIS FÔLEGO PARA CORRER?

A prática da natação pode me dar mais fôlego para correr? Certa vez ouvi que isso não tinha validade alguma.

|Victor Gomes
Sim, a prática da natação melhora, de fato, a capacidade de VO2 do praticante, ou seja, a capacidade de “pegar” o oxigênio e transformar em energia. Claro que para um corredor, a natação será complementar, porque são atividades muito diferentes, e o treino de corrida é muito importante.
Mas ajuda sim, e é super indicado para corredores, não apenas por melhorar a capacidade cardiovascular, mas também por trabalhar a musculatura das pernas de uma forma diferente e complementar a da corrida.


terça-feira, 13 de agosto de 2019

GILBERT É CAMPEÃO DA SUPER ETAPA DO CIRCUITO BAIANO DE JUDÔ EM JUAZEIRO


O Segredo é ter Fé em Deus e Nunca Desistir!
Super Etapa do Campeonato Baiano de Judô em Juazeiro.
Gilbert Almeida Campeão Sub 15 -53.
Parabéns Campeão 👏👏💪 mais uma para a coleção.. 
Obrigado aos Senseis Lucas Santos.
#Jambo Supermercado
#Faz Atletas
#Governo Do Estado
#Judô Lucas Santos
#Associação José Moreira

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

EFEITO SANFONA: AO FICAR GANHANDO E PERDENDO PESO, QUEM SOFRE É O CORAÇÃO!

Sophie Deram
Emagrecer, engordar, emagrecer, engordar. Acredito que muita gente já deve ter passado por isso pelo menos uma vez na vida. Normalmente esse, que é conhecido como efeito ioiô ou efeito sanfona, acontece em consequência de uma perda de peso rápida que, em quase 100% das vezes tem como resultado um ganho de peso tão rápido quanto, depois de 6 meses a 2 anos.

 Todos os anos, dezenas de milhões de pessoas –independentemente de serem obesos ou magros, adolescentes ou adultos, atletas ou sedentários, anônimos ou celebridades — tentam achar o melhor método para perder peso de alguma forma.

Esses métodos são frequentemente encorajados por seus pais, amigos, profissionais de saúde, treinadores, uma mídia que promove uma imagem esbelta e uma indústria de dietas que no mundo têm um faturamento anual de muitas dezenas de bilhões.

A recuperação de peso é quase sempre uma regra e traz a conta mais cedo ou mais tarde. Com estudos feitos a longo prazo mostrando que pelo menos um terço dos indivíduos recuperam mais peso do que perderam, juntamente com estudos prospectivos indicando que fazer uma dieta restritiva durante a infância e adolescência prediz um ganho de peso maior e até obesidade no futuro adulto, há uma preocupação cada vez mais crescente com alterações frequentes de peso.

O efeito sanfona faz mal à saúde?

Será que fazer uma dieta restritiva pode, paradoxalmente, promover exatamente o oposto do que se pretende alcançar? Será que realmente torna as pessoas mais gordas? Será que esse efeito sanfona aumenta os riscos de doenças cardio-metabólicas, já que muitos passam por ciclos repetidos de perda de peso intencional e recuperação de peso não intencional?

Embora muita gente pense que fazer dietas para redução de peso seja benéfico para a saúde, as altas taxas de reganho de todo o peso perdido (e às vezes até mais) aumentam a preocupação sobre as conseqüências adversas à saúde a longo prazo dessa oscilação de peso.

O que acontece no coração com esse ganho/perda de peso constante?

A comunidade científica tem alertado para a associação entre problemas cardiovasculares e o ciclo repetitivo de dietas e efeito ioiô desde a década de 80. Alguns trabalhos sugerem que a oscilação de peso resultante de intervenções repetitivas para perder peso, mesmo em pessoas com peso "normal" parece ter uma associação muito maior com risco metabólico e cardiovascular que pessoas que mantém o peso estável com o passar dos anos.

É importante notar que não são somente as pessoas com sobrepeso e com obesidade que sofrem com o efeito sanfona. Basta olhar ao seu redor quantas pessoas com peso considerado normal entram em desafios de verão, de carnaval, antes do Natal para perder peso (e depois ganham o peso perdido de novo)

Todos os dias mais pessoas buscam uma forma de perder peso rápido, não só mulheres, mas também homens, jovens, adolescentes e até crianças têm entrado na onda…

Um estudo que analisou pessoas sem excesso de peso determinado pelo índice de massa corporal (IMC), identificou que flutuações no peso corporal resultante de dietas restritivas e repetitivas no intuito de perda de peso colocam o sistema cardiovascular em estresse e as variáveis como pressão sanguínea, ritmo cardíaco, atividade simpática (que vai controlar, entre outras coisas, os batimentos cardíacos), glicose sanguínea, níveis plasmáticos de lipídios e níveis de insulina podem sofrer alterações.

Os autores preveem que, como a busca por dietas restritivas para perda de peso e o efeito sanfona têm começado cada vez mais cedo e suas consequências sobre o sistema cardiovascular são cada vez mais evidentes, isso poderia levar, lentamente e à longo prazo, ao aumento na  prevalência de doenças cardiovasculares nas próximas décadas.

Um outro artigo publicado em maio de 2019 a partir de trabalhos da Associação Americana do Coração confirmou essa previsão. O estudo mostrou que mulheres que passaram pelo efeito sanfona têm um risco aumentado de desenvolver doenças cardio e cerebrovasculares e os pesquisadores sugerem que estudos de mais longo prazo são necessários. Eles, assim, querem entender melhor o período crítico dessa montanha russa de perda e ganho de peso e  o impacto cardiovascular mais significativo, principalmente porque o efeito sanfona têm começado infelizmente cada vez mais cedo.

Isso é muito preocupante e precisa ser levado muito a sério!

Então, se eu quiser emagrecer, qual o meio seguro?

Dietas muito restritivas vão levar a várias respostas fisiológicas no seu corpo. Essas respostas vêm de todos os tecidos metabolicamente ativos no seu corpo. Quando você restringe de repente calorias ou grupos alimentares na sua alimentação, seu corpo entende isso como um período de escassez e ele vai agir na contracorrente do que você deseja. São duas grandes adaptações bem descritas que ocorrem dentro do seu corpo:

 *Ele vai economizar energia, então seu metabolismo vai ficar mais lento.

 *Você vai pensar mais em comida, seu apetite vai aumentar

Isso não é falta de força de vontade, é apenas seu corpo gritando por socorro, porque ele precisa sobreviver e busca sempre equilíbrio e energia para exercer suas funções!

O ideal nesses casos é procurar um profissional de saúde. O nutricionista pode te orientar da melhor forma possível, baseado nos seus hábitos alimentares, seu histórico, seu metabolismo, respeitando sempre a sua saúde. O importante é encaixar bons hábitos na sua rotina e não impor uma mudança drástica na sua vida que pode assustar seu corpo e sua saúde!

São muitos fatores que podem ajudar na busca de um peso saudável. É saber diferenciar fome, sede, ansiedade, tédio; fazer as pazes com o que você come e reaprender a ouvir seu corpo, seus sinais de fome e saciedade. Tudo isso ajuda a comer melhor e o peso será consequência!

É importante entender que esse processo precisa de tempo para chegar às mudanças definitivas que você deseja. Por isso tenha paciência.

Se você não pratica uma atividade física, pode ser um bom momento para descobrir uma maneira de se exercitar que te dê prazer e comece a se mexer mais! Uma caminhada, nadar, dançar, brincar com as crianças, pilates, musculação, yoga.

Já vimos que perder peso rápido vai, quase que invariavelmente, levar a um ganho de peso tão rápido quanto. E às vezes o ganho de peso consequente pode ser até maior que a perda. E, de novo, isso não é falta de foco, força e fé. É simplesmente uma resposta do seu corpo! Vimos também que esse efeito sanfona pode afetar o nosso sistema cardiovascular. Então, que essa mudanças venham lentamente… Seu coração agradece!