segunda-feira, 29 de julho de 2019

EDUCAÇÃO FÍSICA NAS ESCOLAS: A PORTA DE ENTRADA PARA OS ESPORTES

Educação física nas escolas pode promover os esportes

Tomaz Silva/Agência Brasil

Para muitos estudantes, a educação física é o momento mais esperado da semana na rotina escolar. Sinônimo de diversão, as aulas dão a sensação de bem-estar e promovem a interação entre as crianças. Mas, você sabe qual é o papel da educação física na educação do seu filho? E qual o impacto na formação de atletas?

Com os jogos Pan-Americanos 2019, que ocorrem até o dia 11 de agosto em Lima, no Peru, muitas crianças descobrem novas modalidades esportivas e se inspiram nos atletas. Essa pode ser uma oportunidade para os pais incentivarem a prática de algum esporte.

Muitos têm o primeiro contato com os esportes nas aulas de educação física, mas é importante saber que as escolas não têm a função de formar atletas, por isso, as atividades não possuem um caráter competitivo. “A proposta é apresentar diversos eixos que vão das modalidades esportivas, lutas e dança, mas o objetivo é conscientizar sobre a importância da prática esportiva, prevenir doenças como a obesidade e trabalhar o condicionamento físico”, explica o professor Thiago Henrique Nunes Ferreira, coordenador adjunto do curso de Educação Física do Centro Universitário FMU.

Para as crianças pequenas, a educação física auxilia no desenvolvimento da coordenação motora. Com os adolescentes, os professores trabalham a consciência corporal e condicionamento físico. Ao contrário do que ocorre em outros países, como nos Estados Unidos, além das aulas, os alunos que se destacam têm a possibilidade de treinar em equipes e participar de competições entre escolas. Lá as universidades também concedem bolsa de estudos aos estudantes atletas.

As bolsas de estudo estimulam o atleta a continuar com os estudos e ao mesmo tempo não abandonar o esporte. “Aqui no Brasil, os atletas param justamente quando entram na universidade, que é a idade de despontar nos esportes”, avalia Ferreira. "Não existe um estímulo para seguir."
Segundo o professor, no Brasil, os atletas se desenvolvem com o apoio de clubes. Uma estratégia para fomentar o esporte no país seria justamente criar parcerias entre escolas e esses clubes e academias. “Valorizar a educação física nas escolas é um ponto importante, porque não apenas pode massificar os esportes, mas também por promover a qualidade de vida. E essas parcerias seriam uma boa oportunidade para quem sonha em ser atleta”.

Outra estratégia seria promover eventos como competições entre equipes escolares, uma iniciativa que pode despertar o interesse dos estudantes pelos esportes.





quinta-feira, 25 de julho de 2019

A FORMA COMO LEVANTAMOS DA CADEIRA DIZ MUITO A RESPEITO DA NOSSA SAÚDE - COLUNA

Questionário que avalia desempenho em atividades do cotidiano pode ajudar a identificar sarcopenia, associada a aumento da mortalidade em pessoas mais velhas.
 Um questionário simples, que avalia 5 atividades corriqueiras, pode dizer muito sobre a sua saúde:
  1. É difícil levantar um peso de 5 kg?
  2. É difícil andar de um cômodo a outro?
  3. Você tem dificuldade para levantar-se da cadeira ou da cama?
  4. Quanta dificuldade você tem para subir 10 degraus?
  5. Quantas vezes você caiu no ano passado?
Essas perguntas podem responder como está sua eficiência muscular. O termo médico para a situação em que há perda de função muscular é sarcopenia(“falta de músculo”, em tradução livre). Importante notar que, apesar do nome, o que interessa não é a quantidade de músculo, mas sim sua eficiência. Existem testes clínicos simples que podem estimar a função muscular em alguém que apresenta dificuldades nas atividades acima. Esse problema é tão relevante que, desde 2016, a sarcopenia recebeu um código específico na classificação de doenças (M62.84).
 A musculatura esquelética é ligada aos ossos e conseguimos comandá-la, por exemplo, para caminhar ou carregar pesos. Quanto mais a utilizarmos, menor o risco de que seu declínio se dê rapidamente. Durante a vida, temos um pico de massa muscular eficiente entre os 20 e 35 anos. Após essa idade, dependendo de fatores genéticos, nutricionais e dos nossos hábitos, o declínio pode variar. A vida atual nas cidades, com pouca atividade física e alimentação de baixa qualidade, contribui para a piora da qualidade dos nossos músculos. Estima-se que, a depender da definição de sarcopenia, cerca de 3% das pessoas entre 40 e 79 anos tenham perda significativa de função muscular.
Apesar de intuitivamente acharmos que músculos fortes dão uma aparência saudável a quem os exibe, não fazemos a mesma associação entre pouco músculo e pouca saúde. Mas a relação existe. A perda de função muscular não provoca somente dificuldades no cotidiano, como as mencionadas no questionário, mas pode ter também uma relação importante com a mortalidade, por aumentar a vulnerabilidade a fraturas e outros traumas. Um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) estima que o risco de morte em homens com pouca massa magra e mais de 65 anos aumente 11,4 vezes. Nas mulheres da mesma faixa etária, a estimativa é que o risco aumente quase 63 vezes.
As causas mais comuns de sarcopenia estão associadas a fatores nutricionais (baixa ingestão de proteína, por exemplo), falta de atividade física (por estilo de vida ou imobilidade) e doenças variadas (ósseas, metabólicas, cardíacas etc.).
Ao separamos as pessoas que têm enfermidades e necessitam de atenção específica, o melhor tratamento para a sarcopenia é manter o movimento. Há estudos mostrando que, independentemente da idade, os treinos físicos melhoram a massa muscular, a força e o equilíbrio. E ainda: mais que tratar, usar os músculos regularmente pode prevenir a sarcopenia.
 REFERÊNCIAS
 Cruz-Jentoft AJ, Sayer AA. Sarcopenia. Lancet 2019; 393:2636-46
Malmstrom TK, Morley JE. SARC-F: a simple questionnaire to rapidly diagnose sarcopenia. J Am Med Dir Assoc 2013; 14:531-532
Felipe M de Santana, Diogo S Domiciano, Michel A Gonçalves, Luana G Machado, Camille P Figueiredo, Jaqueline B Lopes ,Valéria F Caparbo, Lilliam Takayama, Paulo R Menezes, Rosa MR Pereira. Association of Appendicular Lean Mass, and Subcutaneous and Visceral Adipose Tissue With Mortality in Older Brazilians: The São Paulo Ageing & Health Study. Journal of Bone and Mineral Research 2019.

sábado, 20 de julho de 2019

COMO AS POLÍTICAS PÚBLICAS INFLUENCIAM NO SETOR DE ACADEMIAS?

Seja com o intuito de cuidar da saúde ou da aparência física, muitos brasileiros possuem o hábito de frequentar uma academia. Por isso, muitos empreendedores veem uma oportunidade neste modelo de negócio e decidem investir no segmento.
Segundo relatório desenvolvido pela IHRSA, órgão que é referência no setor, o Brasil conta com mais de 34 mil academias e configura em segundo lugar entre os países com maior número de estabelecimentos do meio fitness.
Para que o setor consiga se desenvolver e trazer cada vez mais resultados, é importante que o mercado fitness lute, em conjunto, pelos avanços desta área.
 Como? É aí que entra a ACAD Brasil!
Agindo em prol do segmento, a Associação conta com ampla atuação para promover o avanço do mercado fitness, como, por exemplo, na área de políticas públicas.
Você pode conferir aqui como a ACAD atua em prol das academias.
 Mas o que são políticas públicas?
As políticas públicas são definidas como as atividades governamentais feitas pelos governos em todas as suas esferas: federal, estadual e municipal, sejam ações, decisões ou leis.
Tais atividades podem contar com a participação, direta ou não, de organizações não governamentais e até mesmo a iniciativa privada.
Por se tratarem de programas que impactam diretamente a população, as políticas públicas estão presentes em diversas áreas, como: educação, lazer, cultura, meio ambiente e saúde.
 E as academias?
Em relação ao universo fitness, é necessário contar com políticas públicas que protejam, fortaleçam e não atrapalhem as atividades do setor.
Para que o desenvolvimento seja cada vez mais eficaz, a ACAD Brasil apoia as academias em diferentes aspectos, sejam eles jurídicos, legislativos ou regulatórios.
Para tal, contamos com uma equipe jurídica composta por profissionais experientes e representantes em diferentes estados brasileiros.
É fundamental que haja o monitoramento dos projetos de lei e defesa contra atos nocivos ao segmento para que haja uma proteção eficiente do setor.
A ACAD Brasil intervém de forma ativa, agindo em conjunto com legisladores e relatores em Brasília, com o intuito de contribuir com tais políticas públicas. Além disso, também intercede em juízo por seus associados por meio de ações coletivas, quando leis e normas nocivas às academias são aprovadas.
O trabalho acontece em duas frentes:
  • Para evitar que a legislação interfira no dia a dia e decisões do gestor da academia, gerando mais normas, processos e, consequentemente, mais custos.

  • Proposição de projetos de lei que facilitem a vida do empreendedor. Por exemplo, o Projeto de Lei Academia-Parceira, que “dispõe sobre o contrato de parceria entre academias e demais estabelecimentos de prestação de serviços relacionados a condicionamento físico ou prática desportiva, e profissionais que desejem prestar serviços nesses estabelecimentos”.
 ACAD Brasil e o fim das fiscalizações ilegais
Um caso de sucesso que demonstra como a ACAD Brasil vem conquistando importantes vitórias para o segmento em prol do fortalecimento do mercado fitness é em relação à Anvisa.
Com a atuação da equipe jurídica da Associação, os órgãos de vigilância sanitária foram impedidos de penalizar academias por conta de fiscalizações exorbitantes e até mesmo ilegais.
Você pode conferir o conteúdo completo sobre esta importante vitória do segmento fitness clicando aqui!

Como posso me beneficiar?

Para que a ACAD Brasil continue agindo em prol do avanço do setor fitness, é fundamental que este segmento permaneça cada vez mais unido!
Promover saúde e qualidade de vida, além de gerar empregos e renda, são algumas ações essenciais para tornar este setor cada vez mais sólido.
Ser um associado da ACAD Brasil fortalece a luta por um segmento mais justo, com regras simples e claras em todas as esferas (municipais, estaduais e federais) e em sintonia com as tendências internacionais do segmento.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

PROJETO SOCIAL JUDÔ LUCAS SANTOS FAZ BONITO NO CIRCUITO BAIANO EM SIMÕES FILHO/Ba

Nos dias 12 e 13 de Julho, o Projeto Social Judô Lucas Santos Participou da 5° Etapa do Circuito Baiano de Judô, realizado pela FEBAJU na cidade de Simões Filho/Ba.
*Resultado da 5° Etapa do Circuito Baiano de Judô* ;
*Sub-11 9/10 anos*

Webert Santos campeão
Gabriel Oliveira campeão
*Sub-13 11/12*
Vinicius Santos Campeão
Rayck Lino Campeão
*Sub-15 13/14*
Hiago Gabriel Santos campeão
Maria Eduarda Bulhões Campeã
Enzo Santos Campeão (Classificado Boa Sub15)
Adson Silva Campeão (Classificado Bra Sub15)
Gilbert Oliveira 3° Colocado
*Sub-18 15/17 Anos*
Robert Melo 3° Colocado
*Atletas com participação*
Cauê Costa 
Caio Fróes 
João Victor Sena

*Patrocinadores Oficiais*
Jambo Supermercados
Inbahia Distribuidora
Base Medical
Faz Atleta
Governo do Estado
*Parceiros*
Chaves&Barros contabilidade
Designer Impressões Digital
Contabiliza serviços Contábeis

terça-feira, 16 de julho de 2019

AMANDA NOGUEIRA É CAMPEÃ DO CIRCUITO BAIANO DE JUDÔ

Aconteceu nos dias 12 e 13/07 a 5ª etapa do circuito baiano de judô na cidade de Simões Filho-Ba e pra não fugir da rotina a atleta Amanda Nogueira sagro-se campeã.
Valeu guerreira!
patrocinadores #portaldistribuidora, #jsmotoebike 

sexta-feira, 5 de julho de 2019

ESPORTE PRECISA DE PLANO NACIONAL URGENTE, APONTAM ESPECIALISTAS

Ana Moser e Leila Barros, ex-colegas na Seleção Brasileira de Vôlei, se reencontram no debate sobre o Plano Nacional do Desporto

A necessidade de implantação do Plano Nacional do Desporto (PND) foi reforçada pelos participantes da primeira das três audiências públicas previstas no ciclo promovido pela Subcomissão Permanente sobre Esporte, Educação Física e Formação de Categorias de Base no Esporte Nacional nesta quarta-feira (3). A subcomissão é presidida por Leila Barros (PSB-DF), ex-atleta olímpica.

Presente na audiência, a ex-jogadora da Seleção Brasileira de Vôlei Feminino Ana Moser, que representou o movimento Atletas pelo Brasil, afirmou que a regulação completa do PND é fundamental para o desenvolvimento do esporte. E alertou para a necessidade de se reconhecer o setor social.

— Não importa se é plano, se é sistema, o fundamental é que consigamos avançar e fazer com que o orçamento das pastas seja menos importante do que as pessoas às quais essa verba pode atingir. Sempre dizem que a prioridade é o esporte de educacional, de participação, mas o recurso acaba indo para o esporte de alto rendimento  — disse.

Ela sugeriu a criação de um cadastro de instituições que fazem esporte no país e estejam fora do escopo de clubes, federações, confederações e comitês. Segundo ela, falta visibilidade para o setor social.

— Não adianta fazer política pública para quem você não enxerga.

O esporte como ação social também foi o foco do diretor institucional do Centro de Treinamento de Educação Física Especial, Ulisses Araújo, que trabalha com atletas paraolímpicos. Ele criticou a falta de um programa no Ministério da Educação que promova a inclusão da pessoa com deficiência por meio da prática esportiva. Ele também chamou a atenção para o fato de os atletas surdos terem deixado de receber a verba do Bolsa Atleta por falta de dinheiro.

O secretário-executivo da Rede Esporte pela Mudança Social, William Boudakian, revelou que 62,1% dos brasileiros com mais de 15 anos não praticam qualquer esporte ou atividade física, o que pode diminuir o tempo de sobrevida em até 5 anos.

— A atividade física não é algo legal, bacana. É algo fundamental para que tenhamos uma população saudável. Os gastos com saúde vão ficar cada vez mais absurdos se não tomarmos uma atitude.

Leis esportivas

Já  o professor Paulo Henrique Azevêdo, do Laboratório de Pesquisa sobre Gestão do Esporte, anunciou a elaboração do Diagnóstico Nacional do Esporte, encomendado pela Ministério do Esporte e financiado pelo Finep. O estudo pretende analisar as leis esportivas do país nos âmbitos federal, estadual e municipal e identificar contradições para apontar recomendações visando um futuro marco regulatório do esporte nacional. Ele lembrou que a população dever ser prioridade na implantação de um plano e de um sistema nacionais de esporte.

— Antes de pensarmos em esporte de alto rendimento, temos que fazer a população se interessar pelo assunto desde a sua mais tenra idade.

Para o especialista em direito esportivo Luiz César Cunha Lima, uma das dificuldades enfrentadas pelo plano é o mito da potência olímpica. Ele questionou, por exemplo, se pode ser considerado um fracasso esportivo uma modalidade vencer várias competições durante o ciclo olímpico e acabar não logrando êxito no que é considerado o torneio principal. Outro entrave, segundo Lima, diz respeito ao investimento. Para ele, investimento pressupõe retorno, e atletas não devolvem aos cofres públicos a verba investida. Assim, na visão do especialista, não existe investimento, mas subsídio, que seria a drenagem do dinheiro de todos em favor de alguns.

A presidente da subcomissão comemorou o andamento da discussão:

— Hoje é um dia muito especial do meu mandato. Discutir a situação do esporte é um compromisso meu. Aqui podemos ampliar e aprofundar a discussão e identificar os problemas do esporte brasileiro — afirmou Leila Barros.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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Esporte Senadora Leila Barros

quinta-feira, 4 de julho de 2019

ESTUDO DA USP MOSTRA A IMPORTÂNCIA DE MANTER MASSA MUSCULAR PARA LONGEVIDADE

De modo geral, os participantes do estudo que morreram eram mais velhos, faziam menos exercícios, tinham diabetes e doenças do coração. Foto: Pixabay

Resultado aponta risco de mortalidade foi quase 63 vezes maior entre as mulheres com pouca massa muscular
Rio — Pesquisadores da USP analisaram dados de 839 idosos com 65 anos ou mais para analisar como a quantidade de músculos influencia na longevidade de cada um. Eles concluíram que o risco de mortalidade foi quase 63 vezes maior entre as mulheres com pouca massa muscular. Entre os homens com menos massa muscular, a chance de morrer foi 11,4 vezes maior.
As primeiras medidas foram anotadas entre 2005 e 2007. Quatro anos depois, 132 dos voluntários haviam morrido. Desses, 43,2% faleceram por problemas no coração . Entre os homens, 20% morreram, enquanto entre as mulheres, 13%. De modo geral, os participantes que morreram eram mais velhos, faziam menos exercícios , tinham diabetes e doenças do coração.
Quando a gente viu as causas de morte, cerca de 40% foram devido a doenças cardiovasculares , por insuficiência cardíaca. Há dois fatores por trás disso. O primeiro é que o sujeito que vai ter uma doença cardíaca tem menos músculos porque qualquer doença crônica é uma inflamação. E a inflamação diminui a produção muscular— explica Rosa Maria Rodrigues Pereira, professora da Disciplina de Reumatologia da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora da pesquisa. — Em qualquer doença crônica você acaba produzindo menos músculos. Isso acontece também em doenças reumatológicas e diabetes, por exemplo. O segundo fator é que a atividade física é boa para a atividade cardiovascular.
Alimentação: carne, feijão e grão de bico ajudam a manter a massa muscular
A médica explica que a perda de massa muscular acontece naturalmente após os 40 anos, e pode passar despercebida com o ganho de peso de gordura. Estima-se que,  após os 50 anos, entre 1% e 2% da massa muscular seja perdida anualmente. Entre os fatores que podem acelerar o fenômeno estão sedentarismo , dieta pobre em proteínas , doenças crônicas e hospitalização.
Para recuperar a massa muscular perdida, a médica Maria Rodrigues indica uma rotina de exercícios físicos e uma dieta rica em proteínas .
Não estamos falando aqui de dietas “low carb”, em que a pessoa aumenta demais o consumo de carne. O importante é que você tenha uma boa ingestão de proteínas, que podem ser tanto de origem animal quanto vegetal. É importante, a partir dos 60 anos, continuar comendo peixe, ovo, carne e frango. Ou proteínas de origem vegetal: feijão, grão de bico, lentilha e amêndoas, por exemplo. E a atividade física, com musculação, com pesos, que é uma coisa boa para aumentar a massa muscular.
Quase metade dos brasileiros perde músculos a partir dos 80 anos
O estudo foi feito na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP). Os cientistas avaliaram a quantidade de músculos que cada pessoa tinha nos braços e nas pernas, além da quantidade de gordura nas camadas abaixo da pele e entre os órgãos vitais. 
O grupo desenvolveu uma equação para determinar, com base nas características estatísticas da população estudada, quais indivíduos poderiam ser considerados com massa muscular abaixo da média. Cerca de 20% das pessoas que participaram da pesquisa tinham massa muscular abaixo da média.
A perda músculos associada ao envelhecimento é conhecida como sarcopenia. Dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia indicam que 46% dos brasileiros acima de 80 anos sofrem disso.
Os voluntários que participaram da pesquisa da USP foram examinados por uma técnica conhecida como densitometria por emissão de raios X de dupla energia. Rápido e indolor, o exame não requer nenhum preparo especial e é realizado com baixa intensidade de exposição aos raios X. Esse tipo de densitometria fornece as informações de massa óssea, magra e de gordura do corpo inteiro ou de partes específicas, expressas em porcentagem da massa total. O equipamento foi adquirido com auxílio da Fapesp.


JUDOCA DO MINAS TÊNIS CLUBE GUSTAVO ASSIS (SALSA) É PÓDIO NA UNIVERSÍADE EM NÁPOLES

No caminho pela medalha, brasileiro derrotou Krisztian Toth (HUN), vice-líder do ranking mundial IJF. Na disputa pelo bronze, superou Iurie Mocanu, da Moldávia

O judô abriu o quadro de medalhas do Brasil na Universíade Nápoles 2019. Nesta quinta-feira, 04, o peso médio brasileiro Gustavo Assis (90kg), o "Salsa", conquistou a medalha de bronze ao derrotar o judoca da Moldávia, Iurie Mocanu, por ippon. 

"Não tenho palavras. Estou feliz com o resultado, com meu desempenho. Agora é acompanhar o resto da equipe, torcer e vibrar. Acredito muito neles, que por mais que sejam jovens, estão com muita vontade de vencer. Se preparem, porque vem muita medalha por aí”, comemorou Assis. 

O caminho do brasileiro começou com um confronto duro contra o atual número dois do mundo do ranking da FIJ, Krisztian Toth (HUN). Após sofrer duas punições, Assis foi mais agressivo e conseguiu o ippon para superar Toth e avançar às oitavas-de-final, onde derrotou Falk Petersilka (GER). 

Nas quartas, ele manteve o bom desempenho e passou por Davlat Bobonov (UZB), também por ippon, até chegar à semifinal, onde foi derrotado por Johannes Paicher (AUT). 

O austríaco ficou com o ouro da categoria ao derrotar o georgiano Lasha Bekauri. O outro bronze foi para Toth.