segunda-feira, 6 de setembro de 2021

ATLETA JEQUIEENSE DO MINAS TÊNIS CLUBE FICA EM 3º LUGAR NO CAMPEONATO MINEIRO DE JUDÔ


 Sábado 4/09 no Minas Tênis Clube foi realizado o campeonato mineiro de judô sub 21 e a seletiva universitária de judô e o atleta Marcus Santos do Minas Tênis Clube ficou na terceira colocação nas duas competições, lembrando que o atleta ainda é sub 18.

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

PROJETO JUDÔ LUCAS SANTOS FAZ BONITO E É PÓDIO NA TERCEIRA ETAPA DO CIRCUITO BAIANO DE JUDÔ

 


Sábado 28/08 estive acompanhando os atletas do Projeto Judô Lucas Santos, que participou da 3 Etapa do Circuito Baiano de Judô,  realizado pela FEBAJU. No total, 14 atletas participaram dessa competição, conquistando 5  medalhas  de Ouro, 6 de Prata e 2 de Bronze. Com esses resultados, alcançamos a 4° colocação na classificação geral Masculino. 

Para essa viagem contamos com o apoio da Prefeitura Municipal de Jequié, Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, Jambo Supermercados,  Inbahia Distribuidora, Cross Time 21 e Life Time Centro de Treinamento. 

PARABÉNS

#judolucassantos #Secretariadeesporte #crosstime #lifetime #Jambosupermercados #Inbahiadistribuidora #somostodosfebaju #temDeus

EQUIPE DE TRIATHLOM DA EQUIPE LEO ASSESSORIA ESPORTIVA FAZ BONITO NO BRASILEIRO


      


No último sábado (28/08) os nossos atletas participaram do campeonato brasileiro de Triathlon de longa distância e mais uma vez mostraram a força do time Leo Assessoria Esportiva.
A competição aconteceu em Caucaia na região de Cumbuco no Ceará. Um local marcado pelo calor e vento muito forte. a prova começou com a natação na Lagoa da Banana, logo em seguida veio a etapa do ciclismo com muito vento realizada na CE-85 com 5 voltas, totalizando aproximadamente 95 km. Para finalizar a prova os atletas correram em um cenário desértico entre as Dunas que ficam na saída de Cumbuco um trajeto marcado por muitas subidas e descidas.

Uma prova muito desafiadora, mas os atletas de Jequié-Ba da Leo Assessoria Esportiva tiveram excelentes resultados:

Iuska Sampaio - vice campeã brasileira

Osmar Neto - terceiro colocado

Amom Pereira - quinto colocado 

Parabéns aos atletas


segunda-feira, 10 de maio de 2021

O GH (HORMÔNIO DO CRESCIMENTO)

 

                                           Por ed_fisica_ead

O GH é utilizado por atletas para o ganho de massa muscular e a queima  de gordura indesejadas.

Além disso, ele também é usado para reduzir o período de recuperação entre as séries de exercícios, assim para a melhoria da resistência articular.

Mas como faço para aumentar a produção do GH de forma natural?

SONO PROFUNDO:

por volta de 75% de todo GH é produzido durante o sono. Portanto, ter uma noite tranquila e de sono profundo é essencial. Evite celulares e outros aparelhos eletrônicos antes de ir dormir, pois a luz azul pode prejudicar a qualidade de seu sono.

TREINO INTENSO:

Uma boa parte do GH é liberado durante os treinos de resistência. procure fazer exercícios intensos que trabalham a maior quantidade de músculos possíveis. O agachamento é um ótimo exemplo disso.

BAIXO CARBOIDRATO:

O carboidrato aumenta o açúcar no sangue, o que consequentemente eleva a insulina que, por sua vez, inibe o GH. Por isso, prefira as massas integrais e consuma muitas frutas e legumes.

MENOS ESTRESSE:

Quando por momentos estressantes, existe uma maior liberação de um hormônio chamado cortisol, que impulsiona o catabolismo, aumenta a fome e inibe o GH. Por outro lado se estivermos bem, a quantidade de hormônio do crescimento é bem elevada.

SUCO VERDE:

Esses sucos verde também são chamados de "detox", porque desintoxicam o organismo de impurezas causadas pela alimentação. O fígado é o órgão que mais passa por essa "limpeza" o que faz com que ele responda melhor ao GH e, por consequência, libere bons níveis de IGF-1.

TREINO HIIT:

A sigla HIIT quer dizer treino intervalado de alta intensidade e, apesar de ser bem pesado e indicado para atletas experientes, ele é uma maneira excelente de aumentar a liberação natural do hormônio GH. começar a fazê-lo uma vez por semana já proporciona uma boa diferença.



segunda-feira, 3 de maio de 2021

SUPLEMENTOS ALIMENTARES SÃO REALMENTE NECESSÁRIOS

 

                                           

                                     

                                               Victor Machado

Boa parte das pessoas que iniciam uma nova rotina de atividades físicas e que estão em busca de emagrecimento ou ganho de massa muscular, intuitivamente optam pelo uso de suplementos alimentares com o objetivo de potencializar os resultados.

Em geral, suplementos alimentares são produtos que auxiliam no complemento da alimentação, sendo compostos por minerais, vitaminas e aminoácidos. Com isso, o mundo esportivo está repleto de produtos com promessas para emagrecer, aumentar a massa muscular e reduzir o risco de doenças.

Mas será que de fato o uso desses suplementos é necessário? Realmente eles podem acelerar algum resultado?

A verdade é que, quando se fala sobre saúde, emagrecimento e ganho de massa muscular, o suplemento não é tão essencial quanto as pessoas acreditam, já que de forma geral conseguimos obter nutrientes que precisamos através dos alimentos. Por isso, é necessário pensar: para quem é o uso desses suplementos e em que essa necessidade está baseada?
Podemos citar alguns suplementos com eficácia comprovada cientificamente:

Creatina: é um suplemento indicado para hipertrofia e ganho de força, já que auxilia na produção de ATP que é a fonte de energia utilizada pelos músculos em atividades de alta intensidade como musculação e crossfit ou corrida e natação de curta distância. Não é que a creatina aumente o músculo, mas pode ajudar no desempenho dos treinos, favorecendo os ganhos.

Caso você esteja iniciando agora uma rotina de treinos, tomar a creatina não vai proporcionar nenhum milagre. Por isso, dê um tempo de alguns meses para que seu corpo aprenda a gostar de verdade da nova atividade física e preocupe-se com o uso da creatina depois que estiver habituado com sua nova rotina esportiva.

Whey Protein: Trata-se da proteína extraída do soro do leite e, é apenas uma forma mais prática de consumir proteínas. Imagine que você costuma lanchar pão com ovo e, por algum motivo, está sem tempo para isso. Fazer uma troca por whey protein com aveia seria uma forma rápida de substituição.

Quando se fala de hipertrofia, a ingestão de whey protein facilita a ingestão adequada de proteínas para esse fim, pois cientificamente uma quantidade de dois gramas por quilo de peso acompanhando de uma rotina de exercícios de força já é o suficiente para o ganho de massa muscular e, dependendo de como for sua rotina e o seu peso, essa ingestão pode ser obtida facilmente através da alimentação. Portanto, tomar whey protein não é mágico, mas apenas uma forma de substituição e praticidade.

Cafeína: Suplemento muito utilizado para atletas de longa duração como maratona, ciclismo e triatlo, pois auxilia na utilização da gordura durante a atividade física como forma de "economizar" os estoques de gligogênio do organismo e assim auxilia que o atleta não fique sem combustível.

Talvez, essa utilização de gordura que a cafeína provoca é o que atrai tantas pessoas em busca do emagrecimento, quando na verdade existem poucas evidências de que cafeína ou suplementos termogênicos de fato tragam algum resultado para esse fim.

Existe uma gama de outros suplementos, mas poucos apresentam evidências científicas. O que pode explicar o uso abusivo dessas substâncias são celebridades e influenciadores digitais com corpos esbeltos e musculosos que utilizam substâncias ilícitas até o ultimo fio do cabelo, mas que atribuem seus resultados ao uso dos suplementos.

A indústria de suplementos incentiva e patrocina essas pessoas, o que contribui para enganar consumidores que acabam confiando em alguém com milhares de seguidores nas redes sociais ou uma celebridade que eles acreditam dar conselhos de especialistas.
Infelizmente, a experiência e a credibilidade de profissionais sérios não é suficiente para lidar com a complexidade desse problema social. Nesse caso, o que está em jogo é a saúde e qualidade de vida de pessoas leigas que buscam por um corpo ideal baseado em imagens inalcançáveis.

No fim das contas o uso de suplementos não é proibido e não serve apenas para lhe proporcionar um corpo bonito, mas pode ser uma forma de melhorar desempenho esportivo como o exemplo da creatina ou para facilitar a ingestão proteica ou até mesmo elaborar receitas diferentes com a utilização de whey protein.

Porém, antes de tudo é importante aprender a aceitar o próprio corpo e ter prazer com hábitos saudáveis e, caso seja necessária a suplementação, aí sim procurar um profissional e informações verdadeiras que possam te ajudar.


segunda-feira, 2 de novembro de 2020

ALIMENTAÇÃO PODE OTIMIZAR RECUPERAÇÃO PÓS - TREINO E TE FAZER RENDER MAIS

Paola Machado


As pessoas que praticam exercício físico regularmente possuem diferentes objetivos: desempenho esportivo, mudanças de composição corporal e bem-estar de uma forma geral. Independente da motivação, a atividade física promove uma série de mudanças, influenciando a capacidade do músculo se adaptar, sendo a dieta um importante fator para modular os resultados.

Você já deve ter observado que, dependendo do que e do quanto se come, o corpo muda, o humor muda e isso se reflete também no rendimento durante o treino. Mas será que há um alimento específico para me recuperar mais rápido e render mais?

Vamos dar algumas dicas simples para você inserir a partir de hoje na sua rotina de treinos:

Garanta um consumo calórico adequado

A falta de calorias, de um tipo certo de macronutriente —e aqui deve considerar carboidratos, proteínas e gorduras—, pode impedir as adaptações de treinamento de um atleta. Uma dieta ineficiente leva a:

Diminuição de força e massa muscular.

 Redução da massa óssea.

 Risco de desenvolver distúrbios na função do sistema imunológico, hormonal e reprodutivo.

 Aumento do risco de lesão, e maior prevalência de overreaching e overtraining.

Por isso, antes de pensar se a dieta deve ser low carb, high protein ou low fat, pense em uma dieta balanceada que atenda as demandas energéticas do seu treino garantindo as adaptações fisiológicas do treinamento.

Carboidratos do bem

Os carboidratos são a nossa principal fonte de energia para o treino e considerados essenciais para aqueles que possuem um alto volume de treino. Em função disso, existem inúmeras recomendações em relação ao tipo —simples, composto, de alto ou baixo índice glicêmico— e o momento —antes, durante, ou depois do exercício— de se consumir esse nutriente.

Para compreender um pouco mais sobre a importância deles, vamos pensar no abastecimento de um carro: se não tivermos combustível no tanque, o carro não anda. Da mesma forma, no nosso corpo, precisamos ter o nosso estoque de combustível, o glicogênio.

O glicogênio é a forma que armazenamos os carboidratos em nosso corpo; dessa forma, se não garantirmos bons estoques de glicogênio consumindo carboidratos, não conseguiremos realizar os treinos de forma efetiva. De maneira simplista, para garantir que o nosso "tanque" esteja cheio é preciso compreender a quantidade de carboidratos consumidas antes e depois dos treinos.

Pessoas envolvidas em um programa de condicionamento que não estejam treinando para qualquer tipo de meta de desempenho físico, normalmente atendem às necessidades diárias de carboidratos consumindo uma dieta normal, ou seja, com a distribuição de 45 a 55% de carboidratos (ou 3 a 5 gramas de carboidratos/kg/dia), 15 a 20% de proteína (ou 0,8 a 1,2 gramas de proteínas/kg/dia) e 25 a 35% de gordura (ou 0,5 a 1,5 gramas de gordura/kg/dia).

No entanto, atletas envolvidos em treinamento de volume moderado e alto precisam de maiores quantidades e esses valores variam de acordo com o tipo, intensidade e duração do exercício.

Proteínas

Uma quantidade insuficiente de proteína na dieta pode levar a um catabolismo proteico e recuperação muscular lenta. Com o tempo, isso pode levar à perda de massa muscular, lesões, doenças e intolerância ao treinamento físico. Neste contexto, existe um debate na literatura científica em torno da quantidade de proteína necessária por modalidade, tipo e intensidade de exercício.

As recomendações de proteínas para a população geral é, em média, de 0,8 gramas de proteína/kg de peso/dia, enquanto 1,2 a 2 gramas de proteína/kg/dia parece ser o suficiente para pessoas envolvidas em um programa de condicionamento físico geral —ou aquelas que simplesmente estão interessadas em otimizar sua saúde. Para atletas envolvidos em um treinamento intenso é indicado aumento da ingestão totalizando 1,4 a 1,8 gramas de proteínas/kg/dia.

Para se garantir um melhor estímulo para a nossa saúde muscular, as fontes de proteínas diferem no perfil de aminoácidos e isso implica na quantidade que cada uma deve ser consumida. Portanto, fique atento não somente ao consumo de proteína suficiente na dieta, mas também ao tipo de proteína consumido.

Sem medo de gorduras

Muitas pessoas acham que a gordura é a grande vilã de todas as dietas quando, na verdade, elas são essenciais para o funcionamento do nosso corpo. As gorduras têm papel na construção de células, na regulação da temperatura corporal, na proteção de órgãos vitais, no transporte de vitaminas, na formação de hormônios e auxiliam o sistema imunológico.

Ao contrário do que se possa imaginar, as recomendações dietéticas de ingestão de gorduras para atletas são semelhantes ou ligeiramente superiores às recomendações da população não-atleta para a promoção da saúde.

Essa necessidade da quantidade de gordura diária pode mudar a depender do status de treinamento ou das metas do indivíduo, para atletas é recomendado o consumo de 30% da sua ingestão calórica diária. Em casos de alto volume de treino, proporções de até 50% das calorias diárias podem ser ingeridas com segurança.

Dietas com alto teor de gordura parecem manter as concentrações circulantes de testosterona melhores do que dietas com baixo teor de gordura, por isso a redução de gordura da alimentação deve ocorrer de maneira pontual. Em situações de redução de gordura corporal a recomendação é de 0,5 a 1 grama de gordura/kg/dia, com o limite pelo menos 20% das calorias totais da dieta.

Colaboração de  Ana Paula Hayashi, nutricionista clínica e esportiva e especialista em obesidade, emagrecimento e saúde e Renata Luri, doutora em ciências da saúde, clínica La Posture e Unifesp.

Referências:- Kerksick C., Harvey T., Stout J., Campbell B. et al. International society of sports nutrition position stand: nutrient timing. J Int Soc Sports Nutr. 2008;5(1):17.

- Kerksick C.M., Arent S., Schoenfeld B.J. et al. International society of sports nutrition position stand: nutrient timing. J Int Soc Sports Nutr. 2017;14:33.

- Kerksick C.M., Wilborn C.D., Roberts M.D. et al. ISSN exercise & sports nutrition review update: research & recommendations. J Int Soc Sports Nutr. 2018; 15: 38.

- Hawley J.A., Tipton K. D. e Millard-Stafford M. L. Promoting training adaptations through nutritional interventions. Journal of Sports Sciences, July 2006; 24(7): 709 - 721.


sexta-feira, 2 de outubro de 2020

AGRADECIMENTO DO JUDOCA MARCUS SANTOS A PAX INTERNACIONAL


O judoca Marcus Santos atleta do Minas Tênis Clube e família agradece a família Pax Internacional Mauricio e Marly pelo grande incentivo.

 

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

JUDOCA MARCUS SANTOS ENCERRA CICLO DE TREINAMENTO EM JEQUIÉ



O judoca jequieense do Minas Tênis Clube Marcus Santos encerra ciclo de treinamento em Jequié.

Marquinhos que estava em Jequié sua cidade natal nesse período da pandemia treinando na associação Lucas Santos (núcleo da Cidade Nova) e na academia Life Time no Mandacaru treinando duas vez no dia de segunda a sexta e ainda sábado pela manhã, sendo que sempre monitorado pelo Minas Tênis Clube. 

Agradeço ao Sensei Lucas Santos, Gilberto e Gloria pais dos atletas Gilbert, Gabriel e João, a Ruan(Patinho), Adson, Hiago e Robert. A todos vcs obrigado pelo apoio.
 

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

ADJ APRESENTOU ELENCO E COMISSÃO TÉCNICA PARA DISPUTA DO BAIANÃO SÉRIE B


 Foi apresentado na noite da última quarta-feira (23) o elenco e comissão técnica da Associação Desportiva Jequié (ADJ) que irá disputar o Campeonato Série B 2020. A apresentação foi realizada de forma online via as redes sociais do time no Facebook e Instagram. Segundo o diretor de futebol da equipe, George Ramos, a formação do elenco é uma mescla entre jogadores jovens e experientes. “Nós procuramos fazer um projeto que pudéssemos encaixar esses atletas com juventude, experiência e que conheça a competição, até porque contratamos o Paulo Sales, que é um treinador que conhece muito bem a série B do Baiano e principalmente se identifica muito com o Clube e tem um histórico muito positivo em relação aos acessos. Então as nossas contratações mescla juventude com experiência para que dentro da competição a gente venha utilizá-los no momento certo e conquistarmos o objetivo traçado que é a volta à elite do Campeonato Baiano”, afirmou George Ramos.  A ADJ irá estrear na competição no dia 25 de outubro, aniversário de Jequié, contra o Colo-Colo, no estádio Waldomirão.

Confira o elenco que irá disputar o Campeonato Baiano Série B pela ADJ:

Goleiros: João, Léo Paulista, Geovane.
Zagueiros: Bremer, Andreson, Gabriel, Rafael.
Laterais-direitos: Caio Jacobina, Edcarlos.
Laterais-esquerdos: William, Tiaguinho.
Volantes: Hércules, Guga.
Meias: Azevedo, Caio Jambeiro, Netinho, Ramon Santos.
Atacantes: Marcelo Pano, Rafael Gladiador, Rafael Granja

COMISSÃO TÉCNICA:

Treinador: Paulo Sales
Auxiliar Técnico: João Freire
Preparador Físico: Thiago Santa Bárbara
Preparador de Goleiros: Ivair Gomes
Fisioterapeuta: Kleyton Trindade
Supervisor: Jorge Santos
Massagista: José Carlos

Matéria por Ronny Brayner – Jornalista

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

EQUIPE BOLA DE OURO NA JEQUIÉ FM 89,7


 Campeonato baiano de futebol série B 2020.

Todos os jogos da ADJ rumo a série A em 2021. Com a equipe esportiva mais querida da cidade. Equipe BOLA DE OURO.

Transmissões esportivas pela rádio JEQUIÉ FM 89,7 de Jequié.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

DESCOBERTA MOLÉCULA QUE REGULA A ADAPTAÇÃO DOS MÚSCULOS AO EXERCÍCIO FÍSICO


Agência Fapesp.

O início de qualquer programa de atividade física provoca dores musculares que dificultam movimentos tão simples como o de levantar-se de um sofá. Com o tempo e um pouco de persistência os músculos se acostumam à demanda e ganham desenvoltura. O mediador celular que torna possível essa adaptação ao exercício acaba de ser descrito por pesquisadores da Harvard University (Estados Unidos) e da Universidade de São Paulo (USP) na revista Cell.

rata-se de um metabólito chamado succinato, até agora conhecido apenas por sua participação no processo de respiração celular dentro das mitocôndrias. Entre os autores do artigo estão o professor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB-USP) Julio Cesar Batista Ferreira, integrante do Centro de Pesquisa de Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), e o pós-doutorando Luiz Henrique Bozi, que conduziu a investigação durante estágio na instituição norte-americana, com apoio da FAPESP.

"Nossos resultados revelam que durante o exercício físico o succinato sai da célula muscular e envia sinais para a vizinhança que induzem um processo de remodelamento do tecido. Os neurônios motores criam novas ramificações, as fibras musculares tornam-se mais homogêneas, o que lhes permite gerar mais força durante a contração, e todas as células passam a captar mais glicose da circulação para produzir ATP [trifosfato de adenosina, o combustível celular]. Há um ganho de eficiência", conta Ferreira à Agência FAPESP.

As conclusões do estudo estão baseadas em uma vasta gama de experimentos conduzidos com animais e também com voluntários humanos. O primeiro deles consistiu em comparar mais de 500 metabólitos presentes em um músculo da perna de camundongos antes e após os animais serem colocados para correr em uma esteira até a exaustão.

"Além das fibras musculares, o tecido também é composto por células imunes, nervosas e endoteliais. Se cada uma delas fosse uma casa, as ruas entre as casas seriam o espaço intersticial. Nós analisamos isoladamente cada uma das casas e também as ruas para descobrir o que muda na vizinhança após o exercício. Foi então que notamos um aumento significativo de succinato somente nas fibras musculares e no espaço intersticial", relata Ferreira.

Fenômeno semelhante foi observado em voluntários saudáveis, com idade entre 25 e 35 anos, durante uma intensa sessão de bicicleta ergométrica com 60 minutos de duração. Nesse caso, a análise foi feita com amostras de sangue obtidas por meio de cateteres inseridos na artéria e na veia femoral. Observou-se que com o exercício a concentração de succinato crescia substancialmente somente no sangue venoso que saía do músculo. Depois, durante a recuperação, esses valores caíam rapidamente.

A essa altura, os pesquisadores já estavam convencidos de que em resposta ao estresse provocado pelo exercício as células musculares liberavam succinato. Mas ainda era preciso descobrir como e, principalmente, por quê. A análise do sangue dos voluntários deu uma pista: outro composto cuja concentração aumentou com o exercício - tanto no sangue venoso quanto no arterial - foi o lactato (forma ionizada de ácido lático), um sinal de que as células tinham ativado seu sistema emergencial de geração de energia.

"O succinato é um metabólito que normalmente não consegue atravessar a membrana e sair da célula. Lá dentro, ele participa do ciclo de Krebs - uma série de reações químicas que ocorrem dentro da mitocôndria e resultam na formação de ATP. Mas quando a demanda energética aumenta muito e a mitocôndria não dá conta de atender, um sistema anaeróbico é ativado, o que causa a formação excessiva de lactato e acidifica o interior celular. Descobrimos que essa alteração de pH causa uma modificação na estrutura química do succinato que lhe permite passar pela membrana e escapar para o meio extracelular", conta Bozi.

A proteína transportadora que ajuda o succinato a sair da célula foi identificada por meio da análise do conjunto de proteínas (proteômica) presentes na membrana das células musculares dos camundongos e dos voluntários. Os resultados mostraram que, após o exercício, aumentava no tecido muscular a quantidade de MCT1, uma proteína especializada em carregar moléculas monocarboxiladas de dentro para fora da célula.

"O tipo de molécula que a MCT1 transporta é semelhante ao succinato quando sofre modificação química em meio ácido - ele deixa de ser dicarboxilado e torna-se monocarboxilado. Fizemos vários experimentos in vitro para confirmar se era esse o mecanismo induzido pelo exercício", conta o pós-doutorando.

Um dos testes foi submeter células musculares em cultura a uma condição de hipóxia (privação de oxigênio), com o objetivo de ativar o mecanismo anaeróbico de produção de energia e gerar lactato. Observou-se que isso era suficiente para induzir a liberação de succinato no espaço intersticial.

Outro experimento foi feito com células germinativas de sapos (oócitos) modificadas geneticamente para expressar a proteína MCT1 humana. Os pesquisadores comprovaram que somente ao serem colocados em um meio com pH ácido os oócitos passavam a liberar succinato.

"Já sabíamos, nesse ponto, que a acidez fazia o succinato sofrer um processo químico chamado protonação, que o torna capaz de se ligar à proteína MCT1 e atravessar a membrana para o meio extracelular. Mas ainda precisávamos descobrir o significado desse acúmulo do metabólito no espaço intersticial durante o exercício", conta Ferreira.

Porta-voz celular

Já está bem estabelecida na literatura científica a importância da comunicação entre as células para o processo de adaptação do organismo a qualquer tipo de estresse. Essa troca de sinais ocorre por meio de moléculas liberadas no espaço intersticial para se ligar a proteínas existentes na membrana de células vizinhas. A ativação desses receptores de membrana desencadeia processos que levam a modificações estruturais e funcionais no tecido.

"Nossa hipótese era de que o succinato desempenhava esse papel de regulação no músculo ao se ligar a uma proteína chamada SUCNR1 [receptor 1 de succinato, na sigla em inglês]. Ela está altamente expressa, por exemplo, na membrana dos neurônios motores", diz Bozi.

Para testar a teoria, foram feitos ensaios com camundongos geneticamente modificados para não expressar a SUCNR1. Os animais foram colocados para se exercitar livremente em uma roda própria para roedores durante três semanas - período suficiente para que houvesse modificações morfológicas e funcionais no tecido muscular.

"Seria esperado que as fibras se tornassem mais homogêneas e houvesse ganho de força, o que não ocorreu. Além disso, o exercício não promoveu nesses animais a ramificação dos neurônios motores - algo crucial para aumentar a eficiência da contração. E, finalmente, notamos que a capacidade das células de captar glicose não aumentou e que os animais apresentavam menor sensibilidade à insulina do que os camundongos não modificados. Ou seja, sem o receptor do succinato não houve o processo de remodelamento induzido pelo exercício", conta Ferreira.

Segundo o pesquisador, o estudo mostrou de forma inédita a ação parácrina do succinato no tecido muscular, ou seja, o papel da molécula de sinalizar para as células vizinhas a necessidade de modificar seus processos internos para se adequar ao "novo normal".

"O passo seguinte é investigar se esse mecanismo está perturbado em outras enfermidades caracterizadas pela alteração do metabolismo energético e acidificação celular - como é o caso das doenças neurodegenerativas, onde a comunicação entre astrócitos e neurônios é crítica para a progressão da doença", afirma Ferreira.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

MUSCULAÇÃO OU AERÓBIO: O QUE É MELHOR PARA PERDER PESO?

POR AMANDA PRETO
Quando o assunto é perder peso, esta dúvida é bem comum. O que podemos fazer para render o treino e conquistar esse objetivo?

Muita gente acha que só correr na esteira ou fazer outro tipo de exercício aeróbio é o suficiente para perder peso. O motivo dessa crença é que sempre é ensinado que o treino aeróbio de intensidade baixa ou moderada é o ideal para emagrecimento, pois utiliza a gordura como fonte de energia. Será?

Para responder a essa pergunta, o Ativo consultou a professora Carolina Adriano, da Competition Training Gym. Confira:

O que funciona melhor para perder peso?

Segundo Carolina, o melhor é tirar proveito das duas atividades, porque os benefícios vão além de perder peso. O aeróbio, por exemplo, melhora o condicionamento cardiorrespiratório, dando mais fôlego e resistência para a corrida e outras atividades.

“A musculação também tem um papel importante no processo de emagrecimento. Com ela, aumentamos a massa magra, que consome mais energia para sua manutenção. Ou seja, você queima mais calorias para isso”, explica.

Sem falar que o corpo continua gastando energia horas após o treino para se recuperar dos estímulos causados pelo exercício. E sabe aquela história de que corredor precisa fazer força fora do asfalto e da esteira?

“Treinos de fortalecimento como a musculação previnem e evitam lesões, principalmente em atividades aeróbias mais intensas e de alto impacto”, ressalta Carolina.

Tanto no aeróbio quanto no treino de força, o que faz a diferença no resultado é a intensidade aplicada ao exercício. “Um treino de musculação bem orientado e na intensidade correta pode ser mais intenso e até provocar um gasto calórico maior que um treino aeróbio”, afirma a professora da Competition.

HIITs são uma boa opção

Os treinos de alta intensidade (HIIT) que combinam aeróbio e fortalecimento são curtos e eficazes, pois levam o corpo ao limite, aceleram o metabolismo e queimam muitas calorias durante e depois do exercício. Porém, exigem cuidado do praticante.

“Precisa respeitar o que chamamos de interdependência. Se o volume do treino for alto, a carga deve ser moderada ou baixa e vice-versa”, ensina Carolina. “A intensidade do treino é determinada ou pelo volume ou pela carga, nunca os dois juntos. Isso é válido tanto para treino aeróbio quanto para musculação”, completa.

E finaliza com uma dica valiosa: “Você pode fazer o melhor treino que puder. Mas sem uma boa e devida orientação alimentar não conseguirá emagrecer como gostaria”.

Vamos para o que a ciência nos diz: são enumeros os artigos científicos que apresentam em nível de eficiência, a combinação dos dois quando o objetivo é PERDA DE PESO, tendo em vista que os estudos apresentam esses comparativos: (treinamento aeróbio; treinamento resistido/musculação e a combinação dos dois no programa de treinamento!

Fontes: American College of Sports Medicine; PubMed - NCBI; SciELO - Scientific

terça-feira, 21 de julho de 2020

O METABOLISMO E O EXERCÍCIO FÍSICO


O Metabolismo pode ser definido como o conjunto de processos físicos e químicos do nosso corpo que nos mantêm funcionando normalmente, como respiração, circulação sanguínea e função nervosa. Para realizar todos esses processos nosso corpo converte os alimentos que comemos em energia.

O nosso sistema digestivo transforma o alimento em combustível que é usado imediatamente ou armazenado nos tecidos do corpo.  A energia gastada ao longo do dia sem qualquer exercício físico é chamada de taxa metabólica basal ou de repouso. Embora não possamos controlar totalmente nosso metabolismo, sabemos que ele pode ser estimulado através dos exercícios físicos.

Nosso metabolismo é controlado pelos hormônios e pelo sistema nervoso. Quando consumimos alimentos, as enzimas digestivas quebram carboidratos, gorduras e proteínas em uma forma que o corpo possa usar para obter energia. O metabolismo envolve duas atividades que ocorrem simultaneamente – o anabolismo (acumulação de tecidos corporais e armazenamento de energia) e o catabolismo.

O anabolismo é a forma pela qual a energia é usada para suportar o crescimento de novas células. Além disso é usada para manter nossos tecidos corporais, sendo a energia armazenada como gordura. Já o catabolismo é a liberação de energia vinda de nossos alimentos, como carboidratos, gorduras e proteínas, no qual moléculas grandes são divididas em outras menores para fornecer energia imediata para o corpo. Esta energia fornece combustível para processos como o aquecimento do corpo e permite que nossos músculos se movam.

A taxa metabólica basal (TMB) é a taxa em que seu corpo queima energia enquanto está em repouso e representa 50-80 por cento do seu uso total de energia. Até certo ponto, sua TMB é determinada geneticamente, mas pode ser afetada por certos problemas de saúde e pelo nível de atividade física.  Quando você se exercita, você queima mais energia. Ser fisicamente apto também aumenta sua TMB porque quanto mais músculo e menos gordura nós temos maior é a nossa taxa metabólica (o músculo requer mais energia para funcionar do que a gordura).

Outros fatores que influenciam nossa TMB incluem:

*Idade – à medida que envelhecemos, nossos corpos tendem a ganhar gordura e a perder músculo, então nossa TMB diminui;  

*Tamanho corporal – adultos maiores têm uma TMB maior;

*Crescimento – lactentes e crianças têm maior demanda de energia;

*Gênero – os homens costumam ter um metabolismo mais rápido do que as mulheres devido à maior massa muscular;

*Temperatura – extremos de temperaturas altas ou baixas requerem o gasto de mais combustível;

*Dieta – durante uma dieta excessivamente restritiva a nossa TMB diminui para economizar energia;

*Drogas – certas drogas, como a cafeína, podem aumentar a TMB.

Existem dois principais tipos de metabolismo (aeróbio e anaeróbio) e são muito afetados pelos exercícios físicos e alterações hormonais. Além disso, o metabolismo influencia diretamente em muitas disfunções fisiológicas como obesidade, hipertensão e diabetes, assuntos que trataremos a seguir.

Tipos de metabolismo

Metabolismo durante os exercícios aeróbios

Durante os exercícios aeróbios o corpo tem um suprimento constante de oxigênio para produzir adenosina trifosfato (ATP), o que oferece ao indivíduo uma tremenda capacidade energética. O metabolismo aeróbio é o método mais lento de produção de energia (incluir o oxigênio no processo de produção de energia envolve reações mais complexas e demoradas) e utiliza principalmente gorduras e carboidratos como fontes de energia.

Os ácidos graxos (provenientes das gorduras) e o glicogênio (vindo dos carboidratos) são metabolizados e fragmentados formando substratos para o ciclo de oxalacetato. Os elétrons vão para a cadeia transportadora de elétrons e são então captados por moléculas de oxigênio dentro da mitocôndria. Esse processo é capaz de ressintetizar cerca de 36 moléculas de ATP para cada molécula de glicose. O limite desse sistema é a quantidade de oxigénio transportado para as mitocôndrias (Figura 1).


O sistema de produção de energia aeróbio utiliza carboidratos e gorduras com a participação do oxigênio. De um modo geral, qualquer atividade que dure mais de três minutos depende principalmente do metabolismo aeróbio de energia. Enquanto a intensidade dos exercícios for de leve a moderada a energia será produzida prioritariamente pelo metabolismo aeróbio. Com a presença de oxigênio, a situação o corpo é capaz de produzir energia e limpar os subprodutos de resíduos das reações químicas.

Se a intensidade do exercício aumenta até um ponto em que o corpo já não tem tempo para usar oxigênio na produção de energia, o sistema de geração de energia prioritário passará a ser o metabolismo anaeróbio.

Metabolismo durante os exercícios anaeróbicos

Metabolismo anaeróbio é o processo fisiológico que possibilita a produção de energia sem a utilização de oxigênio. O metabolismo anaeróbico é a fonte dominante de energia para atividades curtas e de alta intensidade, como levantar peso ou sprintar.

Esse sistema fornece energia a uma taxa elevada, mas em pequenas quantidades. Por esta razão os músculos se cansam após apenas uma dúzia de repetições. Apenas carboidratos podem ser usados para energia sem uso de oxigênio, fazendo desse nutriente crucial para o metabolismo anaeróbio. Existem dois mecanismos para a produção de energia sem a presença de oxigênio: metabolismo anaeróbio alático e lático.

O mecanismo de produção de energia anaeróbio alático é também chamado de mecanismo da fosfocreatina. Esse sistema fornece cerca de 10 segundos de energia e é usado durante esforços de curtíssima duração e altíssima intensidade. Não requer nenhum oxigênio para gerar ATP, pelo contrário, nos primeiros 2-3 segundos do exercício intenso utiliza o ATP já armazenado no músculo, e depois, até os próximos 6-8 segundos, usa a creatina fosfato (CP) para ressintetizar o ATP até a CP acabar (Figura 2).

As reservas de creatina fosfato no músculo são bem limitadas. Após o ATP e  CP serem consumidos o organismo passa para o metabolismo anaeróbio láctico, fornecendo ATP para o exercício.
Figura 2. Sistema de produção de energia anaeróbio alático, utiliza fosfocreatina (CP) para ressintetizar ATP sem a presença de oxigênio.

Já o mecanismo de produção de energia anaeróbio lático, também denominado glicogenólise, tem uma ação diferente. É um sistema mais complexo que o da creatina fosfato e consiste na degradação progressiva do glicogênio armazenado no músculo sem a utilização de oxigênio, de modo a fornecer energia pra que duas moléculas de ácido fosfórico se unam a outras duas moléculas de ADP (processo chamado de fosforilação) obtendo novas moléculas de ATP (Figura 3). Como resíduos dessa reação temos duas moléculas de água e outras duas de ácido lático.

Esse mecanismo é usado para exercícios de alta intensidade e que duram de 15 segundos até cerca de 2 minutos. Quando a produção de ácido láctico atinge um limite conhecido como o limiar de lactato, que provoca dores musculares, sensação de queimação no músculo e fadiga, tornando difícil manter tal intensidade.

Sistema Anaeróbio Lático


Figura 3. Sistema de produção de energia anaeróbio lático, utiliza o glicogênio muscular para a produção de energia, gerando como subproduto o ácido lático.

Como essa forma de metabolismo é limitada o indivíduo deve dar tempo ao seu corpo para se recuperar entre os períodos de treino ou reduzir sua intensidade. Assim, o sistema aeróbio assuma o fornecimento de energia. A maior deficiência do metabolismo durante o exercício anaeróbico, além do seu fornecimento limitado de energia, é que ele produz resíduos de produtos na forma de lactato. Embora o acúmulo de lactato não cause diretamente a fadiga muscular, a diminuição do pH ao redor das células musculares pode fazê-lo.

Os metabolismos aeróbios e anaeróbios não ocorrem separadamente, mas sim se sobrepõem e trabalham em conjunto para permitir que o indivíduo realize seus objetivos de exercício. O valor da contribuição de cada sistema de produção contribuição de energia depende principalmente da intensidade e, em segundo lugar, da duração do exercício.

Exercícios físicos e metabolismo

Um organismo em repouso apresenta respostas fisiológicas muito diferentes do que as observadas em situação de esforço. A ciência já demonstrou que os exercícios vão muito além do que gastar calorias. Eles têm grande influência no metabolismo por que alteram a produção de neurotransmissores e de grande parte dos hormônios. São necessárias diversas adaptações fisiológicas para que o indivíduo seja capaz de suprir a demanda metabólica dos exercícios físicos. As adaptações ocorridas são diretamente relacionadas ao tipo, a duração e à intensidade da atividade praticada.

Como vimos no início, o metabolismo é controlado pelo sistema nervoso e pelo sistema endócrino. Já se sabe que os exercícios físicos estimulam o funcionamento do sistema endócrino de forma aguda e crônica, aumentando a secreção de alguns hormônios e inibindo a de outros (Canali e Kruel, 2001). Veremos a seguir como os exercícios físicos podem alterar a produção hormonal, e assim, modificar nosso metabolismo.

Leptina

Antes da descoberta da leptina, em 1994, o tecido gorduroso era considerado apenas um excesso de massa corporal. Após essa data, descobriu-se que a gordura pode atuar como uma glândula, produzindo leptina e outros hormônios, bem como várias moléculas infamatórias.

A leptina é um hormônio fundamental na regulação do nosso sistema homeostático de energia. É liberada pelo tecido adiposo, comunicando ao cérebro a quantidade de gordura que temos armazenada e controlar a nossa saciedade. Quando os níveis de leptina estão baixos, ficamos com fome e quando estão altos ficamos satisfeitos. Em equilíbrio, a leptina nos ajuda a manter um peso saudável e nos permite evitar excessos.

Alguns autores avaliaram a concentração plasmática de leptina após uma única sessão de exercício moderado em obesos e não identificaram alterações significativas. Parece que o efeito dos exercícios físicos sobre a leptina ocorre a longo prazo, e somente quando os exercícios são capazes de mudar a composição corporal do indivíduo, diminuindo sua massa de gordura, que, consequentemente promoverá uma menor secreção da leptina pelo tecido adiposo (Machado W. Et al., 2015).

Insulina e Glucagon

O pâncreas é uma glândula que em sua porção endócrina produz dois hormônios muito importantes para a regulação da glicose no corpo, a insulina e o glucagon. A função do glucagon é aumentar a concentração de glicose plasmática através da glicogenólise e gliconeogênese hepática.

No princípio do esforço físico seus níveis se elevam de forma progressiva até os quinze minutos iniciais do exercício em seguida tende a se estabilizar. Parece haver uma relação linear entre o glucagon e a duração do exercício, ou seja, quanto mais durar o exercício mais glucagon será liberado.

Já a insulina tem como principal função regular o metabolismo da glicose por todos os tecidos, com exceção do cérebro. Funcionando inicialmente reabastecendo as reservas de glicogênio nos músculos e no fígado.

Em seguida caso os níveis de glicose plasmática estiverem ainda altos, ela, faz a captação da glicose plasmática pelas células adiposas que as transformam em triglicérides. Como no exercício, há uma estimulação de glucagon, com isso a estimulação da insulina é diminuída. Isto é, há uma relação inversamente proporcional entre o exercício e a insulina, em outras palavras, quanto maior for a duração do exercício menor será a produção de insulina (Macardle et al., 2003).

Adrenalina e noradrenalina

Também chamadas catecolaminas, sua produção parece ser bastante alterada pelo exercício físico. Esses dois hormônios, atuando juntos, tem grande importância no combate a obesidade, uma vez que promovem o aumento do gasto energético total através da maior liberação de glicose e de ácidos graxos na corrente sanguínea, bem como pelo aumento da taxa metabólica (Wilmore JH e Costill DL, 2001).

As catecolaminas são secretadas de forma diferenciada durante o exercício. Parece que intensidades moderadas de exercício (entre 50 e 75% do VO2máx) estimulam a produção de noradrenalina e intensidades mais altas (acima de 75% do VO2máx) estimulam a adrenalina.

Endorfinas

As endorfinas são hormônios produzidos na glândula hipófise e tem reconhecida ação analgésica. É comum relacionar a sensação de bem-estar, conforto, melhor estado de humor e alegria.

Além do seu efeito analgésico, acredita-se que as endorfinas controlem também a reação do corpo à tensão, regulando as algumas funções do sistema nervoso autônomo como as contrações da parede intestinal e determinando o humor.

Os exercícios aeróbicos de moderada intensidade parecem ser os melhores para a estimulação dos níveis plasmáticos de beta-endorfina. Em se tratando de treinamento resistido, parece que a liberação das endorfinas é maior quando o exercício tem. Já no exercício de resistência, maior duração e maiores intervalos de repouso entre as séries (Macardle et al., 2003).

Hormônio do crescimento

O hormônio do crescimento (GH) é produzido pela glândula hipófise e desempenha um importante papel fisiológico. Ele é fundamental para o crescimento e o desenvolvimento desde os primeiros anos de vida até o envelhecimento.

Enquanto dormimos pela noite ocorre a maior liberação do GH. Após ser secretado, estimula as células do fígado para produzir do IGF-1 ou fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1.

O IGF-1 é essencial para a nossa saúde por estimular o crescimento celular, diminuir o percentual de gordura corporal, aumentar o anabolismo e a definição muscular, aumentar a síntese proteica, aumentar a reparação celular e aumentar a performance cardiovascular.

O exercício físico é capaz de alterar a secreção do hormônio do crescimento. Em geral, observa-se uma elevação na concentração do GH na circulação sanguínea nos primeiros 10 a 15 min de exercício físico, realizado na intensidade de aproximadamente 30% do VO2máx.

Ao fim da atividade a concentração do GH diminui gradativamente até chegar ao valor pré-exercício. Na maioria das vezes, esta redução pode ocorrer em aproximadamente 60 min (Wideman et al., 2002).

Parece que o aumento na produção do GH decorrente do exercício físico é maior em indivíduos sedentários do que em pessoas já treinadas. A maioria dos trabalhos indica que indivíduos não treinados, submetidos a uma sessão de exercício aeróbio, apresentam maior liberação do GH que indivíduos treinados (Weltman et al., 2006).

Na medida em que o organismo se acostuma ao treinamento físico, aumenta sua capacidade adaptativa e, para uma mesma intensidade de exercício já não é necessária tamanha elevação dos níveis de GH.

Assim, para continuarmos a promover aumentos significativos do GH seria interessante prescrever exercícios físicos próximos ou até acima do limiar anaeróbio (em torno de 85% da frequência cardíaca máxima).

Também o treinamento resistido pode ser benéfico para melhorar a secreção do GH. Observou-se maior liberação desse hormônio com o treinamento de musculação envolvendo grande número de repetições e maior síntese e liberação de ácido lático (Kraemer, Ratamess, 2005).

O aumento da acidose intramuscular pode estimular a atividade dos nervos simpáticos por meio de reflexo quimioreceptivo mediado por quimioereceptores intramusculares, aumentando a resposta do GH (Hoffman et al., 2003). Em geral, protocolos de exercícios resistidos com maior volume (10 a 12 repetições) e cargas moderadas (≤ 60%) parecem otimizar a secreção do GH.

Exercício físico e a síndrome metabólica

A síndrome metabólica é um conjunto de anormalidades metabólicas e fatores de risco que aumentam consideravelmente o risco de desenvolver diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares. Estes incluem aumento da glicemia (≥ 5,6 mmol / L), aumento da pressão arterial (≥ 130/85 mmHg), dislipidemia (triglicerídeos no sangue ≥ 1,7 mmol / L e redução do colesterol de alta densidade [HDL-c]) e obesidade central.

A obesidade central reflete o aumento dos depósitos de gordura em torno dos órgãos abdominais (adiposidade visceral) e a medição da circunferência da cintura pode ser utilizada por uma simples ferramenta de triagem para isso, com diferentes limiares específicos da população e do país recomendados (entre 85-102 cm para homens e 80-90 Cm para mulheres). A presença de 3 ou 5 desses fatores de risco constitui um diagnóstico de síndrome metabólica (Alberti KGMM et al., 2009).

Felizmente, a síndrome geralmente pode ser revertida com mudanças de estilo de vida. A combinação de perda de peso e exercício produz o melhor efeito diminuindo os níveis de glicose no sangue, além dos níveis de lipídios e da pressão arterial, que melhoram significativamente com a prática regular de exercícios físicos e dieta.

O risco da síndrome metabólica progredir para o diabetes tipo 2 também reduz em 29-68%, sendo que esta melhoria pode exceder os benefícios das medicações atuais contra o diabetes (Laaksonen DE et al., 2005).

Embora a perda de peso permaneça fundamental para o gerenciamento da síndrome metabólica, o próprio exercício físico, mesmo sem a perda de peso, também melhora os níveis de glicose e HDL-c e reduz o risco de diabetes tipo 2 (Franz MJ et al., 2007).

Evidências recentes também confirmaram que a terapia com exercícios reduz a obesidade central, incluindo os níveis de gordura visceral, com ou sem perda de peso. Este ponto é importante, uma vez que a perda de peso, mesmo com todas as terapias atuais, geralmente é modesta e não é sustentável. Portanto, um foco em exercício físico ao invés de emagrecimento pode gerar melhores resultados fisiológicos.

O estudo Studies of a Targeted Risk Reduction Intervention Through Defined Exercise (Estudos de Intervenção de Redução de Risco Dirigido através do Exercício Definido) comparou os efeitos dos exercícios resistidos, dos exercícios aeróbios e da combinação de ambos, nos componentes da síndrome metabólica.

Realizado no ano de 2011, o estudo teve duração de oito meses, sendo que o treinamento resistido isolado foi realizado três vezes por semana, com oito exercícios para os principais grupos musculares, três series de oito a doze repetições em cada exercício. Já o exercício aeróbio consistiu de 120 min por semana em 75% do consumo máximo de oxigênio (VO2máx); e o exercício combinado foi a junção dos dois protocolos.

Após oito meses, os grupos exercício aeróbio e exercícios combinados apresentaram redução da massa corporal, triglicerídeos e circunferência da cintura, enquanto melhores índices de pressão arterial foram observados apenas no grupo que realizou os exercícios combinados. Quanto ao grupo treinamento resistido isolado, não houve modificações significativas em nenhum componente da síndrome metabólica (BATEMAN et al., 2011).

O papel do profissional da educação física

Os exercícios físicos assumem papel fundamental no estímulo do bom funcionamento do sistema nervoso central e do sistema endócrino. A partir disso há um aumento da taxa metabólica, além da maior eficiência dos processos fisiológicos, incluídas no metabolismo. Mediante isso, o papel do profissional da Educação Física torna-se muito relevante no sentido de motivar seu aluno a prática adequada de exercícios físicos.

Cabe aos professores de Educação Física selecionar conteúdos motivacionais e de se tornar um grande agente motivador frente seus alunos. O professor possui papel fundamental na motivação ou desmotivação dos alunos, pois a metodologia utilizada para desenvolvimento das aulas e treinos. Além do relacionamento aluno-professor e o conteúdo por ele apresentado também influenciam na participação e aderência aos treinos.

Cuidados e restrições

Na ânsia de aumentar o metabolismo e perder peso, muitas pessoas se engajam em um programa de exercícios físicos com dietas muito restritivas e as consequências negativas disso não demoram a aparecer. O profissional deve ficar alerta para reconhecer os sinais de uma dieta muito limitada na fisiologia do seu aluno.

Dietas muito restritivas podem levar a baixo peso e ciclos menstruais irregulares. Drásticas oscilações no peso corporal, podem ocasionar desequilíbrios hormonais importantes, podendo diminuir a produção hormonal (estrógenos são dependentes de gordura). Isto pode afetar a fertilidade e deixar ossos e articulações sem proteção.

Outra preocupação são os casos de anemia, pois uma dieta restritiva significa privação, especialmente de nutrientes essenciais ao corpo como vitamina B-12, folatos e ferro. Esses nutrientes são essenciais para a formação de células vermelhas do sangue.

Um outro cuidado que o profissional deve ter é o de respeitar os níveis de condicionamento físico do aluno. Um trabalho preparatório deve ser feito, com exercícios mais fáceis e básicos, e com menor intensidade. A partir disso, é necessário para preparar o aluno para futuras cargas de treinamento mais intensas, minimizando o risco de lesões.

Conclusões

Os exercícios físicos são uma importante ferramenta para o estímulo e o bom funcionamento do metabolismo. A secreção de diversos hormônios é alterada mediante a prática de exercícios, o que aumenta a taxa metabólica basal. Com isso, o indivíduo o metabolismo funcionará de maneira mais eficaz, gastando mais calorias para viver. A longo prazo, irá ajudar muito no controle do peso corporal e combate a obesidade e a síndrome metabólica.

Os exercícios físicos regulares atuam significativamente regulando os níveis de glicose no sangue, além de reduzir os casos de dislipidemias e baixar a pressão arterial de pessoas com a síndrome metabólica. Contudo, um bom programa de exercícios deverá ser prescrito levando em conta as individualidades do aluno como alimentação e níveis atuais de condicionamento físico.

Referências:
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Wallace Machado, Estêvão Rios Monteiro, Verônica Salerno Pinto. Leptina e exercício físico: mecanismos para controle do peso corporal. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, São Paulo. v.9. n.54. p.471-480. Jul./Ago. 2015. ISSN 1981-9900.
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